Publicado em 05/12/2025 às 16:57 | Atualizado 05/12/2025 às 16:57 por felipetommyreal
Ponte Rio Pulgas mudou: Prefeitura troca local de obra após denúncia em Parauapebas
A Ponte Rio Pulgas mudou. Essa é a principal revelação da manifestação apresentada nesta quinta-feira (05/12/2025) pela Prefeitura de Parauapebas na ação popular movida pela vereadora Maquivalda Aguiar Barros (PDT). O documento de 21 páginas, assinado pelo procurador Hylder Menezes de Andrade, admite que a ponte de 35 metros prevista no contrato nº 20230451 não foi construída no local original (coordenadas 608197.44m E – 9371219.71m S). Em vez disso, a administração trocou o projeto por duas pontes menores: Ponte do Piabanha (14m) e Ponte Marinês (18m), que juntas somam 32 metros.
Por que a Ponte Rio Pulgas mudou?
A prefeitura alega erro de planejamento. Segundo o texto, no local original já existia uma aduela em bom estado. Construir uma ponte de 35 metros ali seria desperdício. Por isso, o fiscal do contrato decidiu realocar os serviços para duas pontes de madeira em estado crítico de deterioração. O município afirma que agiu com “economicidade e eficiência”. A troca, segundo a defesa, evitou duplicação de estruturas e beneficiou mais comunidades rurais.
Obras só começaram após denúncia.
Testemunhas da região contam versão diferente. Moradores afirmam que nenhum serviço ocorreu nas pontes Piabanha e Marinês até meados de novembro de 2025. Apenas depois que Maquivalda Barros e o vereador Fred Sanção (PL) começaram a cobrar a obra, máquinas e operários apareceram nos novos locais. Curiosamente, os boletins de medição anexados pela prefeitura indicam serviços executados em julho e agosto de 2025, meses antes da denúncia pública.
Falta de divulgação oficial
Outro ponto chama atenção. A ASCOM da prefeitura não publicou nenhuma nota sobre a construção das novas pontes. Se a troca realmente beneficiou a população rural, por que o governo Aurélio Goiano não divulgou a entrega de duas pontes no lugar de uma?
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O que diz o processo
A ação popular tramita na Vara de Fazenda Pública de Parauapebas sob nº 0818998-22.2025.8.14.0040. O juiz Lauro Fontes Junior determinou inspeção judicial e apresentação de todos os documentos em 72 horas. A prefeitura juntou fotos, boletins de medição, diário de obra e notas fiscais. Porém, não apresentou aditivo contratual formal que autorize a troca de objeto.

População questiona transparência
Moradores da zona rural de Parauapebas cobram explicações. Eles querem saber:
- Quem autorizou mudar o objeto do contrato?
- Por que pagaram serviços antes de iniciar as obras?
- Como duas pontes menores podem substituir legalmente uma ponte de 35 metros?
Próximos passos
O Ministério Público do Pará acompanha o caso como fiscal da lei. Uma perícia técnica deve esclarecer se houve desvio de finalidade ou superfaturamento. Agora é a vez do Juiz Lauro Fontes Junior que deverá apreciar a defesa e dar uma decisão sobre a ponte do Rio Pulgas.
Enquanto isso, as obras permanecem paralisadas por determinação judicial. A Ponte Rio Pulgas mudou de lugar. Agora a Justiça decidirá se mudou também de propósito.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
