intervenção judicial no HGP

Hospital Geral de Parauapebas corre risco de intervenção judicial por falta de pagamentos

Política Regional
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Publicado em 16/07/2025 às 17:14 | Atualizado 16/07/2025 às 17:14 por felipetommyreal


Audiência revela caos na saúde municipal; acordo tenta evitar paralisação total e intervenção judicial no HGP.

O Hospital Geral de Parauapebas vive um momento crítico. O risco de intervenção judicial no HGP foi tema central de uma audiência realizada em 15 de julho. A reunião ocorreu de forma virtual, presidida pelo juiz Lauro Fontes Júnior.

Participaram representantes da Prefeitura, da ASELC, responsável pela gestão terceirizada, e o Ministério Público do Pará. O cenário é alarmante: falta de repasses financeiros e paralisação de serviços essenciais como pediatria, ortopedia e alimentação.

Abaixo o termo de Audiência.

Ministério Público alerta para colapso

Durante a audiência, o MPPA destacou que a situação pode configurar um Estado de Coisas Inconstitucional. O Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) é um conceito jurídico criado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil (inspirado na Corte Constitucional da Colômbia) para descrever uma situação sistêmica, generalizada e prolongada de violação de direitos fundamentais, em que:

  1. Diversas normas constitucionais são descumpridas de forma estrutural;
  2. As violações afetam um grande número de pessoas;
  3. Há inércia ou incapacidade dos Poderes Públicos em resolver o problema;
  4. A solução exige medidas coordenadas entre diferentes órgãos e poderes do Estado.

A crise afeta diretamente a população, que depende do hospital para atendimentos de emergência e cirurgias. A ação civil pública já havia pedido a intervenção judicial no HGP caso a Prefeitura não regularizasse os pagamentos. Entre as falhas apontadas estão ausência de medicamentos, falta de profissionais e fechamento de serviços.

Prefeitura alega crise orçamentária

A Procuradoria do Município alegou queda na arrecadação e problemas herdados da gestão anterior. No entanto, o juiz lembrou que a Lei Complementar 141/12 obriga a aplicação mínima de 15% da receita em saúde. A Lei Orgânica local aumenta esse percentual para 17%.

Segundo a ASELC, o município informou ter pago R$ 14,5 milhões em 2025, mas esse valor não chegou à entidade. A falta de transparência nos pagamentos gerou ainda mais desconfiança.

Acordo tenta evitar colapso

Diante do caos, foi firmado um acordo. A Prefeitura se comprometeu a pagar os valores de julho até 16 de julho e manter os repasses mensais. Além disso, uma auditoria será realizada em 30 dias para apurar falhas na execução contratual.

A ASELC aceitou retomar os serviços imediatamente. Caso a situação não seja resolvida, o MPPA pode pedir novamente a intervenção judicial, incluindo nomeação de interventor e bloqueio de contas para garantir a continuidade do atendimento.

Serviços essenciais ainda comprometidos

Enquanto isso, o Hospital Geral continua com problemas graves. A população enfrenta riscos por falta de medicamentos, suspensão de cirurgias e ausência de alimentação para pacientes. A incerteza aumenta a pressão sobre a gestão municipal.

Veja também abaixo.

Próximos passos

O processo seguirá junto com a ação civil pública. Caso a auditoria confirme irregularidades ou a Prefeitura não cumpra o acordo, o Judiciário poderá intervir diretamente na administração do hospital.

Denuncia

Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.