Publicado em 04/08/2025 às 09:10 | Atualizado 04/08/2025 às 09:10 por felipetommyreal
Moradores bloquearam estrada em protesto contra demissões em escola local, que seriam motivadas por perseguição política, segundo manifestantes.
Nesta segunda-feira (04), moradores da Vila Sanção, na zona rural de Parauapebas, amanheceram em protesto contra as demissões políticas na educação. O movimento, que interditou a ponte da estrada Paulo Fonteles com pneus queimados, cartazes e gritos de revolta, denuncia a exoneração de servidores da escola local, incluindo a diretora Florisa, acusada de ser alvo de perseguição política.
As demissões políticas na educação se destacou nas faixas erguidas pelos manifestantes. “Florisa é exemplo, não alvo!”, dizia um dos cartazes. Outros cobravam respeito e denunciavam injustiça: “Perseguir o povo é crime!”, “Vila Sanção unida contra a perseguição política!” e “Queremos nosso povo livre!”.
Segundo relatos recebidos pelo Portal Felipe Tommy, as exonerações não se limitaram à diretora. Cozinheiras, vigilantes, auxiliares de serviços gerais e outros profissionais também foram dispensados sem qualquer diálogo com a comunidade.
“Moço, é perseguição mesmo! Tem mãe de família aqui que era zeladora e foi mandada embora sem explicação. Como vai viver agora?”, desabafou uma manifestante.
Veja abaixo imagens da manifestação.
O protesto afetou o tráfego de funcionários da Vale e de empresas terceirizadas que trabalham no projeto Salobo, próximo à localidade. A comunidade, a 70 km do centro de Parauapebas, exige uma resposta da Secretaria de Educação (SEMED) e do prefeito Aurélio Goiano.
Moradores afirmam que a exoneração de Florisa tem cunho político. Para eles, a diretora representa compromisso e dedicação, sendo injustiçada por motivos alheios ao seu desempenho profissional.
A comunidade cobra explicações da Prefeitura de Parauapebas e pede o retorno imediato dos servidores demitidos. O clima é de indignação, e os moradores prometem manter os protestos até que sejam ouvidos.
O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.