Publicado em 13/08/2025 às 16:29 | Atualizado 13/08/2025 às 16:29 por felipetommyreal
Ação policial retira manifestantes do MST da sede administrativa após decisão judicial, gerando críticas, acusações e debates sobre educação e segurança.
Na manhã desta quarta-feira (13), a Tropa de Choque cumpre reintegração de posse na sede administrativa da Prefeitura de Parauapebas, ocupada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Por volta das 11h47, policiais militares chegaram para executar a liminar expedida pela Justiça, determinando a desocupação imediata. A ação contou com a presença de uma oficial de Justiça, responsável por comunicar formalmente a decisão aos representantes do movimento.
O MST pediu mais tempo para organizar pertences e transferir famílias. O pedido foi negado, e a ordem de saída imediata foi mantida.
Retirada dos manifestantes
A saída começou com mulheres e crianças deixando o prédio. Em seguida, manifestantes desmontaram acampamentos dentro e fora da sede. Eles seguiram para a Praça dos Pioneiros, onde anunciaram continuidade da mobilização. A ocupação começou na manhã de terça-feira (12), quando integrantes do MST derrubaram o portão principal e entraram no prédio. Bandeiras e barracas chamaram atenção durante o dia e noite.
Pauta da manifestação
Segundo o vereador Tito do MST (PT), a manifestação exigia a construção de duas escolas: uma no acampamento Terra e Liberdade e outra no bairro Palmares, com recursos garantidos pela Vale. A vereadora Maquivalda Barros (PDT) também esteve no local, defendendo manifestação pacífica. Ela afirmou que o movimento foi tranquilo e respeitoso, e que o objetivo era cobrar melhorias na educação.




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Reação do prefeito
Pouco depois da desocupação, o prefeito Aurélio Goiano fez uma transmissão ao vivo criticando a ação do MST. Ele declarou: “Não sento na mesa com quem faz baderna”. Goiano afirmou que houve danos ao patrimônio e furto de objetos. Segundo ele, seu gabinete foi invadido, portas quebradas e itens pessoais levados, incluindo um computador, um notebook e uma Bíblia herdada do avô.
Contexto e decisão judicial
A Tropa de Choque cumpre reintegração após ordem judicial que não aceitou o pedido do MST por mais prazo. A presença policial garantiu a saída dos manifestantes. A ocupação durou pouco mais de 24 horas, mas acendeu debates políticos sobre a relação entre governo municipal e movimentos sociais.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
