suspensão dos exames laboratoriais

Suspensão dos exames laboratoriais em Parauapebas gera preocupação urgente

Política Regional
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Publicado em 28/11/2025 às 08:56 | Atualizado 28/11/2025 às 08:56 por felipetommyreal


Serviço essencial enfrenta interrupção inesperada, denúncias ganham força e prefeitura é cobrada por transparência.

O município enfrenta mais uma crise na saúde pública após a suspensão dos exames laboratoriais, uma medida que tem gerado forte repercussão e preocupação entre pacientes, profissionais e entidades da área. A interrupção do serviço, que deveria funcionar de forma ininterrupta para casos de urgência e emergência, impacta diretamente a assistência prestada à população. A suspensão dos exames laboratoriais motivou denúncias, questionamentos e a cobrança por transparência sobre a condução do sistema de saúde.

O diretor do SindSaúde, Marden Lima, denunciou em suas redes sociais que o serviço laboratorial de Parauapebas está totalmente suspenso por ordem do secretário de Saúde, Luiz Veloso. Segundo ele, a UPA, responsável por atendimentos de urgência e emergência, deixou de realizar exames no local. Apenas algumas coletas continuam ocorrendo, porém são enviadas ao Hospital Geral de Parauapebas, atualmente sob gestão da ASELC.

Impacto direto na UPA e nos pacientes

Profissionais relatam que a demora nos resultados prejudica diagnósticos rápidos, essenciais para pacientes graves. O perfil de atendimento da UPA exige respostas imediatas, principalmente em casos de risco cardiovascular, infecções agudas, crises metabólicas e traumas. Sem exames imediatos, a conduta médica fica comprometida.

A denúncia de Marden Lima também chama atenção para a possível falha administrativa que teria levado ao desabastecimento. Segundo ele, tudo indica que a prefeitura deixou o contrato com o laboratório vencer sem iniciar um novo processo licitatório. Essa lacuna seria agora utilizada como justificativa para uma contratação emergencial por dispensa de licitação.

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Silêncio do Conselho Municipal de Saúde agrava tensão

O sindicalista também criticou a postura do presidente do Conselho Municipal de Saúde, que não teria convocado reunião para tratar do problema mesmo após a divulgação da nota oficial da prefeitura. Para Marden, a omissão agrava a crise e prejudica o controle social do sistema de saúde, que deveria atuar preventivamente para evitar colapsos.

Denúncias de bastidores e possível interferência política

Nos bastidores da saúde municipal circula a informação de que uma empresa de Belém estaria alinhada para assumir o serviço laboratorial. A especulação indica que a manobra teria apoio político do deputado federal Joaquim Passarinho (PL), apontado por servidores como influência direta nas decisões internas da SEMSA.

Fontes ouvidas pelo Portal Felipe Tommy afirmam que o parlamentar “daria as cartas” na secretaria, influenciando contratos e nomeações. Caso a dispensa de licitação seja confirmada, o processo pode ser investigado pelos órgãos de controle devido ao possível direcionamento.

Enquanto isso, a população permanece desassistida, aguardando que os serviços sejam restabelecidos.

A Nota Oficial da Prefeitura

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou nota afirmando que o serviço de análises laboratoriais passa por um processo de transição para “aprimorar e ampliar a qualidade dos atendimentos”. Durante a reorganização, as coletas laboratoriais estariam temporariamente suspensas, com previsão de retorno na primeira semana de dezembro. A prefeitura garantiu que os casos de urgência e emergência seguem assistidos na UPA 24h e no Pronto Socorro. A gestão pediu compreensão e afirmou que trabalha para tornar o serviço mais moderno e eficiente.

Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.