Publicado em 01/12/2025 às 08:34 | Atualizado 01/12/2025 às 08:34 por felipetommyreal
Paciente relata paralisação total das coletas na atenção básica, enquanto denúncia aponta falha administrativa da Secretaria de Saúde.
A suspensão de exames municipais em Parauapebas alcançou toda a rede de atenção básica e deixou pacientes sem assistência essencial. A expressão suspensão de exames municipais descreve a situação que afeta milhares de moradores que dependem exclusivamente do SUS.
O problema ficou evidente após o paciente João procurar atendimento no posto de saúde da Cidade Nova. Ele relatou que chegou para coletar exames, mas recebeu a notícia de que todas as marcações estavam suspensas. Segundo João, servidores afirmaram que não haveria coleta em nenhum posto. Também informaram que o laboratório estava parado e sem previsão de retorno.
Não é somente a atenção básica
A situação não se limita à atenção básica. Recentemente, o diretor do SindSaúde, Marden Lima, denunciou nas redes sociais que o serviço laboratorial de Parauapebas foi totalmente interrompido por ordem do secretário de Saúde, Luiz Veloso. A UPA, que deveria garantir exames de urgência e emergência, deixou de realizar procedimentos no local.
Ainda segundo Marden, apenas algumas coletas continuam, mas são enviadas ao Hospital Geral de Parauapebas. O HGP, atualmente sob gestão da ASELC, se tornou o único ponto de apoio para uma demanda crescente. Essa migração sobrecarrega a estrutura hospitalar e causa atrasos nos resultados.
Falha administrativa
Além disso, a denúncia aponta uma possível falha administrativa. Tudo indica que a prefeitura deixou o contrato com o laboratório vencer. A administração não iniciou o processo licitatório com antecedência. Essa lacuna seria utilizada agora como justificativa para uma contratação emergencial por dispensa de licitação.
A ausência de planejamento gera impacto direto nos serviços. A paralisação atinge exames básicos e também exames essenciais para diagnósticos rápidos. Pacientes com doenças crônicas relatam prejuízos nos tratamentos.
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Falta de transparência
A falta de transparência sobre o problema aumenta a indignação popular. Moradores afirmam que não receberam qualquer comunicado oficial. A interrupção surpreendeu profissionais e usuários, que se depararam com a rede totalmente parada.
Além disso, o silêncio da gestão preocupa entidades de saúde. O SindSaúde cobrou explicações formais. A população aguarda uma posição clara sobre prazos e soluções. Enquanto isso, os postos continuam sem coletas e sem previsão de normalização.
Crise administrativa
A crise expõe fragilidade administrativa. A saúde pública depende de planejamento contínuo para evitar desabastecimentos. A falta de licitação dentro do prazo evidencia falhas na condução da Secretaria de Saúde.
A contratação emergencial, caso ocorra, precisa observar critérios de legalidade e transparência. O impacto financeiro também deve ser explicado à população. O uso desse mecanismo, segundo denúncias, seria consequência direta da falta de planejamento interno.
A saúde pública em Parauapebas passa por um momento crítico. A interrupção de exames representa risco aos pacientes e prejuízo na rede. A retomada depende de ação rápida e transparente da gestão municipal.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
