Publicado em 19/02/2026 às 21:30 | Atualizado 19/02/2025 às 21:30 por felipetommyreal
Pressão de servidores derruba pedido de urgência do Projeto de Lei 017/2026 em Parauapebas
A rejeição urgência auxílio alimentação ocorreu na Câmara Municipal de Parauapebas após intensa pressão dos servidores públicos. Eles lotaram as galerias e acompanharam a votação. O pedido de urgência do Projeto de Lei nº 017/2026, de autoria do prefeito, recebeu 14 votos contrários e nenhum favorável. O placar surpreendeu, inclusive, a base governista.
A sessão foi marcada por manifestações, vaias e discursos duros. Vereadores afirmaram que o projeto representa retrocesso e ameaça direitos já consolidados. O projeto propõe alterações na Lei Municipal nº 4.531/2013, que instituiu o auxílio-alimentação para servidores públicos civis ativos da administração direta e indireta.
Desde 2013, a lei passou por atualizações. Elas ajustaram valores e métodos de pagamento, acompanhando a inflação e o custo de vida. Atualmente, o benefício está fixado em R$ 1.500,00 mensais desde abril de 2025. Em 2024, o valor era R$ 1.300,00.
Durante a sessão, servidores argumentaram que qualquer mudança precisa de amplo debate. Além disso, cobraram transparência do Executivo. Mesmo vereadores alinhados ao governo votaram contra a urgência. Para eles, o tema exige discussão em comissões e diálogo com a categoria.
O prefeito Aurélio Goiano foi alvo de críticas nas falas do plenário. Parlamentares questionaram prioridades da gestão. O vereador Leo Marcio foi vaiado ao se pronunciar. A reação partiu de servidores presentes na galeria.
Também houve vaias direcionadas ao vereador Zé da Lata, pai do prefeito, durante o andamento da votação. Por outro lado, destacaram-se os votos contrários da vereadora Maquivalda Barros, do vereador Zé do Bode, vereador Fred Sanção e o presidente da câmara vereador Anderson Moratório.
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Eles pediram, além da rejeição da urgência, a retirada do projeto de pauta. Segundo os parlamentares, a proposta fere direitos garantidos. Nos discursos, os vereadores defenderam o diálogo institucional. Eles afirmaram que a Câmara deve proteger conquistas dos trabalhadores.
A rejeição da urgência não arquiva o projeto. Porém, impede a tramitação acelerada e abre espaço para debates técnicos. Com isso, o texto deve seguir o rito normal. Ele passará por comissões e audiências, se assim for decidido.
A mobilização dos servidores foi decisiva. Eles afirmam que permanecerão atentos às próximas sessões. A votação reforça o papel do Legislativo como contrapeso ao Executivo. Também evidencia a força da participação popular.
A cidade de Parauapebas acompanha agora os desdobramentos. O tema deve seguir no centro do debate político local.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
