pagamento hospitalar em Parauapebas

Prefeitura atrasa três meses pagamento hospitalar em Parauapebas

Política Regional
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Publicado em 25/06/2025 às 17:32 | Atualizado 25/06/2025 às 17:32 por felipetommyreal


Pagamento à ASELC está atrasado desde março. Médicos pedem demissão, cirurgias são canceladas e saúde pública pode entrar em colapso.

A crise no setor de saúde se aprofunda. O pagamento hospitalar em Parauapebas segue atrasado há três meses. A Associação de Saúde, Esporte, Lazer e Cultura (ASELC), responsável pela gestão do Hospital Geral, não recebe desde março. O contrato, renovado pela Prefeitura em 2024, tem valor mensal de R$ 14,7 milhões. A dívida já ultrapassa R$ 44,1 milhões. A falta de repasses compromete diretamente o funcionamento da unidade.

Médicos estão pedindo demissão

Com o atraso, profissionais começaram a se desligar. O neurocirurgião anunciado pelo então secretário de Saúde, Dr. Marcos Vinicius, como um avanço inédito já deixou o hospital. Ele foi apresentado no dia 20 de janeiro como referência em alta complexidade. Hoje, esse serviço não existe mais. Outras especialidades como ortopedia e cirurgia vascular também estão ameaçadas. A falta de pagamento está afugentando especialistas essenciais para o atendimento da população.

Imagem Hospital Geral de Parauapebas inaugurado em 2016

Cirurgias canceladas e laboratório pode parar

Todas as cirurgias eletivas estão suspensas. Apenas casos de urgência e fraturas expostas são atendidos. Pacientes com outras demandas esperam indefinidamente. Segundo uma fonte interna, o laboratório do HGP pode parar nos próximos dias. O motivo é o mesmo: três meses sem repasses da prefeitura. A empresa gestora não tem como manter o contrato.

Ministério Público já foi informado

A situação foi formalmente denunciada ao Ministério Público. Já existe um protocolo oficial informando que a ASELC está há 90 dias sem receber. A denúncia pede apuração urgente e providências das autoridades.

Servidores da base podem ficar sem salário

Outro alerta grave é sobre os servidores administrativos, auxiliares e de serviços gerais. Há real possibilidade de atraso nos salários já a partir do próximo dia 5 de julho. Se isso acontecer, a paralisação será total. Os profissionais da linha de frente, que seguram a estrutura básica do hospital, ficarão sem salário. O colapso será inevitável.

Quem vai resolver?

Até o momento, o prefeito Aurélio Goiano e os secretários envolvidos Glauton Souza (Fazenda), Natália Oliveira (Governo) e o secretário Luiz Veloso não se pronunciaram. A população quer respostas. O caos se agrava a cada dia. O pagamento hospitalar em Parauapebas precisa ser regularizado urgentemente.

Denuncia

Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.