Publicado em 01/07/2025 às 00:01 | Atualizado 01/07/2025 às 00:01 por felipetommyreal
Mesmo com ordem judicial, hospital não transfere paciente com AVC; médicos alegam 3 meses sem salário.
Uma paciente com AVC, Maria Sulamita Santos, está há nove dias internada no Hospital Geral de Parauapebas (HGP), aguardando a transferência para um leito especial. A família afirma que, mesmo com uma ordem judicial, o hospital se recusa a cumprir a decisão e realizar a transferência.

A paciente, uma senhora idosa, sofreu um Acidente Vascular Cerebral hemorrágico e necessita de cuidados específicos. A recomendação médica é clara: ela precisa ser transferida com urgência. No entanto, segundo informações dos familiares, a administração do hospital alega impossibilidade de cumprir a decisão judicial por falta de estrutura e atrasos no pagamento dos profissionais de saúde.
De acordo com a família, os médicos informaram que estão há três meses sem receber salários. Essa situação tem paralisado o atendimento de casos complexos, como o da senhora. A dívida da Prefeitura de Parauapebas com a empresa responsável pela gestão do hospital já ultrapassa R$ 44 milhões.
Ministério Público já foi acionado
A família da paciente já compareceu três vezes ao Ministério Público para relatar o caso. Mesmo após a Justiça determinar a imediata transferência da paciente, o hospital não cumpriu a ordem.
A situação da paciente com AVC expõe a fragilidade do sistema público de saúde municipal e gera revolta entre parentes, amigos e cidadãos da cidade. A espera por um leito especial, mesmo com decisão judicial, mostra um cenário crítico e desumano.

Ordem judicial ignorada
Documentos apresentados pelos familiares comprovam a existência da ordem judicial, que obriga o hospital a realizar a transferência. Apesar disso, a paciente segue internada sem o leito adequado e sem a assistência necessária.
O descaso se repete em outros casos relatados por servidores e familiares de pacientes. Muitos profissionais estariam se recusando a assumir procedimentos que envolvam risco ou exigência técnica, devido ao não pagamento de salários.
Apelo por dignidade
Os familiares fazem um apelo às autoridades. Eles pedem respeito, dignidade e cumprimento das leis. Para eles, o que está em jogo é a vida de uma mulher que pode perder funções neurológicas ou até morrer pela ausência de cuidados adequados.
A crise da saúde em Parauapebas está longe de ser resolvida. Com profissionais desmotivados, falta de repasses financeiros e ordens judiciais ignoradas, a população sofre sem assistência.
Saúde em colapso
O caso dessa senhora é só um entre muitos. A saúde pública está em colapso, e a população clama por respostas e providências urgentes.
Atualização em 02-07-25
Após 12 dias de espera e sofrimento, a senhora Sulamita, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), conseguiu o tão necessário leito especial no Hospital Geral de Parauapebas (HGP).
A conquista ocorreu após a denúncia feita pelo Portal Felipe Tommy, que repercutiu nas redes sociais e expôs a omissão da gestão municipal diante da gravidade do caso. A paciente tinha uma ordem judicial determinando a transferência, mas o hospital alegava impossibilidade de cumprir, devido à crise financeira e à falta de pagamento aos médicos.
O desfecho positivo só aconteceu depois que o deputado estadual Keniston Braga tomou ciência da denúncia e entrou em ação para garantir o cumprimento da ordem judicial. Ele mobilizou interlocutores, cobrou providências e acompanhou o caso de perto até que a transferência fosse efetivada.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
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