Publicado em 07/02/2026 às 11:22 | Atualizado 07/02/2025 às 11:22 por felipetommyreal
Pagamentos milionários a duas empresas contrastam com serviços criticados pela população e cobranças por fiscalização mais rigorosa.
A Operação Buraco Zero Parauapebas consumiu mais de R$ 55 milhões em serviços de recuperação asfáltica entre abril e dezembro de 2025. Os dados constam em registros oficiais de pagamentos públicos da Prefeitura de Parauapebas. Ao todo, foram desembolsados R$ 55.634.237,89 apenas com serviços de tapa-buracos, recapeamento e remendos profundos. O valor foi concentrado em somente duas empresas contratadas pelo município. No entanto, apesar do alto investimento, moradores relatam que várias vias voltaram a apresentar buracos, ondulações e desgaste em pouco tempo. Em alguns trechos, a própria prefeitura precisou refazer os serviços por meio de outras empresas.
Concentração milionária de recursos
Os pagamentos chamam atenção pelo volume e pela concentração contratual. A primeira empresa beneficiada foi a Julian Graziano Sartoretto LTDA – Pavifenix, sediada em Macapá, no Amapá. Entre os dias 17 de abril e 16 de julho de 2025, a empresa recebeu R$ 27.542.963,45. O contrato previa serviços de restauração asfáltica, recapeamento e remendo profundo em diversas vias da cidade. Já a segunda empresa foi a I de Oliveira da Silva LTDA, com sede em Barcarena, no Pará. Entre agosto e dezembro de 2025, a empresa recebeu R$ 28.091.274,44. Somados, os valores ultrapassam a marca de R$ 55 milhões, destinados exclusivamente à chamada Operação Buraco Zero Parauapebas.
Qualidade dos serviços é questionada
Apesar dos recursos elevados, a população questiona a qualidade do serviço entregue. Em bairros das zonas sul e nordeste, moradores relatam que os buracos reapareceram poucos meses após as intervenções. Além disso, há registros de vias que receberam mais de uma intervenção em curto intervalo de tempo. Isso reforça a percepção de desperdício de dinheiro público e falhas no planejamento. Moradores afirmam que a recuperação asfáltica não resistiu ao tráfego pesado e às chuvas, o que evidencia possíveis problemas na execução ou fiscalização das obras.
Cobrança por fiscalização e transparência
Diante do cenário, a vereadora Maquivalda Barros passou a cobrar mais transparência, planejamento e fiscalização rigorosa por parte do Poder Executivo. Segundo a parlamentar, não é aceitável investir valores tão altos sem resultados duradouros para a cidade. Ela defende que o dinheiro público precisa gerar benefícios concretos à população. “Não é aceitável gastar mais de R$ 55 milhões em tapa-buracos e ver os mesmos problemas retornando poucos meses depois”, afirmou a vereadora.
Repetição de falhas e impacto urbano
A repetição dos serviços em curto prazo causa transtornos ao trânsito e compromete a mobilidade urbana. Além disso, aumenta os custos de manutenção viária. Especialistas apontam que a durabilidade do asfalto depende de fatores como base adequada, espessura correta e materiais de qualidade. Sem isso, o problema retorna rapidamente. Por isso, cresce a pressão para que a Prefeitura de Parauapebas explique os critérios técnicos adotados na execução da Operação Buraco Zero Parauapebas.
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Questionamentos permanecem
Até o momento, a gestão municipal não apresentou um relatório público detalhado sobre fiscalização, testes de qualidade ou garantias contratuais. Enquanto isso, a população segue convivendo com buracos, prejuízos a veículos e riscos de acidentes em diversas regiões da cidade. O caso reforça a necessidade de maior controle social, acompanhamento dos contratos e responsabilização quando os resultados não aparecem.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
