Publicado em 30/09/2025 às 19:55 | Atualizado 30/09/2025 às 19:55 por felipetommyreal
Câmara Municipal rejeita moção apresentada após confusão e acusações contra o prefeito durante a Cavalgada de Parauapebas.
A moção de repúdio rejeitada contra o prefeito de Parauapebas, Aurélio Ramos de Oliveira Neto, marcou uma sessão tensa da Câmara Municipal nesta terça-feira (30). O documento, apresentado pela vereadora Maquivalda Barros (PDT), buscava repreender as atitudes do prefeito durante a Cavalgada Municipal, realizada em 20 de setembro de 2025.
A proposta foi debatida intensamente, mas acabou sendo rejeitada pela maioria dos parlamentares. Para parte dos vereadores, os fatos ocorridos não justificariam uma medida formal de repúdio.
Os votos na Câmara
Durante a votação, a divisão ficou evidente. Votaram a favor da moção os vereadores Maquivalda Barros, Fred Sansão, Zé do Bode e Erica Ribeiro. Em contrapartida, votaram contra os vereadores Sargento Nogueira, Leandro do Chiquito, Tito do MST, Francisco Eloécio, Elias da Construforte, Leo Márcio, Zé da Lata, Graciele Brito e Laécio da ACT.
Os vereadores Sadisvan, Michel Carteiro e Alex Ohana não estavam presentes e não participaram da votação.
Discussões acaloradas
A sessão foi marcada por embates duros entre os vereadores Zé do Bode e Zé da Lata. Este último, pai do prefeito, tentou minimizar os acontecimentos da cavalgada afirmando: “Se não sabe brincar, é melhor ficar quieto.”
Zé do Bode rebateu com firmeza: “Não teve brincadeira nenhuma. Houve violência, agressão física, arma, e até capangas do prefeito foram presos após ameaçar o vereador Fred Sansão.”
O clima de confronto refletiu o peso político do episódio, que envolveu denúncias de agressões, ameaças e até prisões de pessoas ligadas ao gestor municipal.
Justificativa da moção
Na justificativa, a vereadora Maquivalda destacou que o prefeito demonstrou despreparo e falta de postura institucional ao transformar uma festividade popular em palco de disputas políticas.
Segundo ela, o prefeito dirigiu ofensas e injúrias ao vereador Fred Sansão e sua família, além de permitir que assessores e aliados tentassem agredir fisicamente a equipe do parlamentar.
A vereadora ainda recordou outros episódios de condutas incompatíveis do prefeito, como quando teria cometido racismo religioso no Dia do Evangélico, chamando líderes religiosos de “demônios”.
Repercussão na sociedade
Para muitos moradores, a rejeição da moção significou a chancela da Câmara a atitudes violentas e incompatíveis com o cargo. Nas ruas, cresce a percepção de que a popularidade do prefeito está em queda.
A população cobra postura firme das autoridades, enquanto o Legislativo mostra divisões internas.
Impacto político
O caso reforça a imagem de instabilidade política em Parauapebas. De um lado, vereadores tentam defender a democracia e o respeito institucional. De outro, a base aliada do prefeito busca blindá-lo das críticas.
O episódio deixa claro que a tensão política permanece elevada e que a relação entre Executivo e Legislativo seguirá marcada por embates duros.
A moção de repúdio rejeitada entra para a história recente da cidade como mais um capítulo de um governo que enfrenta resistência popular e crescente desgaste político.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
