Publicado em 04/11/2025 às 17:57 | Atualizado 04/11/2025 às 17:57 por felipetommyreal
Sessão acalorada teve discursos fortes sobre autoritarismo, liberdade de imprensa e autonomia das instituições, após tentativa de intimidação a jornalista e delegado.
O clima ferveu na sessão da Câmara Municipal de Parauapebas, nesta segunda-feira (04/11). O vereador Fred Sansão (PL) apresentou uma moção de repúdio Parauapebas contra o prefeito Aurélio Goiano, após o gestor tentar prender o jornalista Felipe Tommy e intimidar o delegado Diego Máximo, que se recusou a atender o pedido de prisão feito pelo prefeito e pelo vereador Léo Márcio.
O documento oficial, a Moção nº 27/2025, cita “suposto desvio de finalidade administrativa e tentativa de uso indevido da Polícia Civil para fins pessoais e políticos. A proposta defendia o respeito à legalidade, à autonomia das instituições e aos princípios do Estado Democrático de Direito.
Sessão marcada por embates verbais
Durante o debate, Fred Sansão foi enfático:
“O coronelismo acabou! A época do coronelismo acabou!”, afirmou, condenando o comportamento autoritário do prefeito.
A vereadora Érica Ribeiro (PSDB) reforçou que o episódio com o delegado Diego Máximo não configurava crime:
“Quando o delegado foi até a casa citada no vídeo, ele não foi prender. Foi averiguar um flagrante de difamação, que nem tipificação legal tem.”
Já o vereador Zé do Bode (União Brasil) defendeu a liberdade de expressão:
“Um blogueiro pode criticar, cobrar, denunciar, desde que não invente mentiras. E lá não havia ofensas pessoais, apenas denúncias sobre o PSS.”
O vereador Zé da Lata (Avante) tentou defender o prefeito, alegando que a visita de Aurélio Goiano à delegacia não teve caráter institucional:
“Ele foi por questões pessoais, não como prefeito.”
A justificativa da moção apontava que o uso da Polícia Civil para fins pessoais “configura grave desvio de finalidade administrativa”, violando princípios como legalidade, moralidade e impessoalidade.
Fred Sansão destacou que a moção buscava preservar “o equilíbrio entre os poderes e a autonomia das instituições”, reafirmando que nenhum agente público está acima da lei.
Resultado da votação
A votação terminou com a rejeição da moção de repúdio. Votaram a favor:
Fred Sansão (PL)
Érica Ribeiro (PSDB)
Zé do Bode (União Brasil)
Votaram contra:
Zé da Lata (Avante)
Alex Ohana (PDT)
Graciele Brito (União Brasil)
Tito do MST (PT)
Francisco Eloécio (PSDB)
Leandro do Chiquito (Solidariedade)
Elias da Construforte (PV)
Sadisvan (PRD)
Liberdade de imprensa e democracia em foco
A sessão expôs o embate entre liberdade de imprensa e poder político local. Parlamentares favoráveis à moção defenderam o direito de jornalistas e cidadãos de se expressarem sem medo de perseguição.
Mesmo rejeitada, a moção evidenciou a divisão política e o clima de tensão entre os poderes Legislativo e Executivo de Parauapebas.
A moção de repúdio Parauapebas se tornou símbolo da resistência democrática e do repúdio ao autoritarismo.
O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.