Publicado em 07/07/2025 às 22:10 | Atualizado 07/07/2025 às 22:10 por felipetommyreal
Após dias sem leito em Parauapebas, jovem é enviado a Belém e retorna sem cirurgia por infecção grave e falta de cuidados básicos.
Messias volta sem cirurgia após ser transferido de Parauapebas para Belém em busca de tratamento especializado. A história do jovem é marcada por dor, espera e descaso. Messias Mafra sofreu um grave acidente de moto em Parauapebas. O impacto causou fraturas na perna e na cabeça. Ele foi internado no Hospital Geral de Parauapebas (HGP).
Mesmo com a gravidade do caso, Messias ficou cinco dias aguardando por um leito de regulação fora do município. A mãe dele, Andreia Mafra, lutou incansavelmente para conseguir a transferência. Finalmente, o leito foi liberado. Messias foi levado para um hospital em Belém. A expectativa da família era de que a cirurgia fosse realizada com urgência.
Contudo, o que aconteceu em seguida deixou a mãe revoltada. Ao chegar na capital, o médico responsável recusou-se a atender Messias. O motivo: a perna estava infeccionada e exalava mal cheiro. Segundo Andreia, o filho passou três dias sem tomar banho ou receber higienização adequada da ferida. A limpeza da perna, essencial para o sucesso da cirurgia, não foi feita.
Apenas enfermeiras cuidaram do jovem, e o médico só apareceu uma vez para ver o caso de perto. A infecção se agravou e o procedimento cirúrgico foi descartado. Com isso, Messias foi colocado de volta em uma ambulância e retornou a Parauapebas. Hoje, está novamente internado, mas sem cirurgia, sem tratamento adequado e com risco de complicações.
Andreia relatou que outras pessoas também sofrem com o abandono. “Tem gente lá há mais de 15 dias, esperando atendimento. É desumano”, disse emocionada. Ela fez um apelo direto às autoridades de saúde. “Não estou pedindo só pelo meu filho. Peço por todos. Ninguém merece passar por isso.”
Casos como esse evidenciam a precariedade da regulação de leitos, o abandono em hospitais de referência e a violação dos direitos mais básicos do paciente. Messias volta sem cirurgia, e sua mãe segue em busca de justiça e respeito. O mínimo que ela pede é dignidade no atendimento.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
