Publicado em 05/10/2025 às 19:20 | Atualizado 05/10/2025 às 19:20 por felipetommyreal
Após mais de um ano do crime brutal, o julgamento de André Ávila, acusado de matar e queimar Laila Vitória, foi marcado para dezembro deste ano em Porto Alegre.
O julgamento de André Ávila, acusado de assassinar brutalmente a jovem Laila Vitória Rocha Oliveira, está marcado para 11 de dezembro de 2025, às 9h30, no Tribunal do Júri de Porto Alegre. O caso ganhou repercussão nacional pela crueldade do crime e pela mobilização da sociedade de Parauapebas (PA), cidade natal da vítima.
Mais de um ano após o homicídio, o processo finalmente avança para sua fase decisiva. O réu, André Ávila, tentou recorrer diversas vezes, mas esgotou todos os recursos disponíveis na Justiça. Agora, restará enfrentar o julgamento popular que poderá definir sua condenação definitiva.
Detalhes do crime que chocou o país
Em 26 de maio de 2024, o corpo de Laila foi encontrado carbonizado dentro de uma lareira na casa de André, em Porto Alegre (RS). Segundo a perícia, a jovem ainda estava viva quando foi lançada às chamas, tendo inalado fumaça antes de morrer.
Laila, de apenas 21 anos, havia conhecido André pela internet e viajou do Pará ao Rio Grande do Sul para encontrá-lo. Meses depois, o relacionamento se tornou abusivo. Familiares relataram que ela pretendia voltar para Parauapebas após discussões e agressões.
Durante a investigação, André confessou o crime e afirmou ter agido sob influência de “forças sobrenaturais”. Ele se autodenominava “mago” e dizia ter contato direto com “satanás”. As autoridades, porém, consideraram suas declarações uma tentativa de manipular o processo.
Defesa tenta alegar insanidade
A defesa de André tentou várias vezes alegar inimputabilidade, ou seja, incapacidade mental de compreender o caráter ilícito de seus atos. Entretanto, laudos psiquiátricos apontaram que, embora o acusado tenha distúrbios psicológicos, ele tinha plena consciência do que fazia no momento do crime.
Nos últimos meses, a defesa abandonou o caso, sem apresentar justificativas, o que pode prejudicar a estratégia do réu no júri. Mesmo assim, o tribunal confirmou a data do julgamento, reforçando que o processo seguirá com defensor nomeado pelo Estado.
Acusação confia em condenação exemplar
O escritório Leal & Andrade Advogados, que atua na assistência de acusação, destacou confiança na Justiça.
“A sociedade espera uma condenação rigorosa. O caso de Laila é um símbolo da luta contra a violência doméstica e os feminicídios”, afirmou o advogado Reimon de Andrade.
Segundo ele, a alegação de insanidade não deve prosperar.
“Quem é incapaz não planeja, não tenta esconder o corpo e não se casa após o crime. Essa tese é apenas uma manobra.”
De fato, o réu contraiu matrimônio enquanto estava preso, levantando dúvidas sobre sua alegada incapacidade mental.
Dor e esperança da família
A mãe da vítima, Francisca da Silva Rocha, vive entre a dor e a esperança.
“Quero ver uma condenação justa. Que minha filha descanse em paz e outras jovens não sofram o mesmo. Agradeço a todos que ajudaram a trazer o corpo dela para casa.”
Ela também criticou o comportamento do acusado:
“Ele fingir ser louco depois de matar minha filha é mais uma crueldade. Ele sabia o que fazia. Que a Justiça o faça pagar.”

O que vem a seguir
Com o julgamento de André Ávila confirmado, a equipe de acusação se prepara para atuar diretamente em Porto Alegre. A expectativa é de que a decisão final sirva como marco contra a impunidade e fortaleça a proteção às mulheres em relacionamentos abusivos.

O Portal Felipe Tommy continuará acompanhando o caso até o desfecho do julgamento, reforçando o compromisso com a informação e a transparência.
