Publicado em 06/08/2025 às 17:46 | Atualizado 06/08/2025 às 17:46 por felipetommyreal
Durante protesto na Vila Sansão, Aurélio Goiano afirma que escolhe diretor com base em pedidos políticos; comunidade se revolta.
No terceiro dia de protestos na Vila Sansão, Zona Rural de Parauapebas, moradores fecharam a Escola Alegria do Saber. A principal pauta é a interferência política em escola, exigindo a reintegração da diretora Florisa, a volta de servidores antigos, uma ambulância e um novo ônibus escolar.
Nesta quarta-feira (06), pais e mães impediram a entrada de alunos e funcionários. A Polícia Militar foi acionada. A confusão começou quando Edileide Soares, conhecida como “Fia”, tentou desobstruir a escola. Ex-presidente da associação local, Fia declarou ser aliada do prefeito e afirmou que “quem manda na comunidade sou eu”.
Tensão entre comunidade e autoridades
Vereadores compareceram ao local. Maquivalda Barros (PP), Erika Ribeiro (PSDB) e Fred Sansão (PL) tentaram intermediar o conflito. Maquivalda gravou vídeo denunciando o estado precário do ônibus escolar. Erika defendeu a comunidade: “O que pertence à comunidade deve ser respeitado, não aceito de forma imposta”.
O prefeito Aurélio Goiano chegou acompanhado da secretária de Educação, Maura Paulino, do líder de governo Leo Márcio (Solidariedade) e do vereador Sargento Nogueira (Avante), ex-oposição que hoje integra a base.
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Acusações diretas ao prefeito
Em frente à escola, o clima ficou ainda mais tenso. O vereador Fred Sansão confrontou o prefeito, negando ter tirado servidores da escola. Um morador denunciou perseguição política na Vila e afirmou que o ônibus escolar havia quebrado, o que foi negado por Aurélio.
Durante reunião na quadra da escola, a comunidade apontou o prefeito como responsável pela “guerra” instaurada. Uma moradora questionou diretamente: “Por que a Fia disse que tem seu respaldo para tirar e colocar quem quiser na escola? Isso é verdade?”
Fia foi acusada de fazer politicagem e usar influência para indicar funcionários na unidade escolar.
Confirmação em vídeo
Aurélio confirmou, em vídeo, que nomeou a nova diretora a pedido de Fia e declarou: “Vou colocar quem a Fia indicou e acabou a conversa”. A fala gerou revolta. A comunidade decidiu manter a escola fechada.
A interferência política em escola tornou-se o símbolo de um governo que ignora o diálogo com a população rural, segundo os manifestantes.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
