greve paralisa saúde pública

Greve paralisa saúde pública em Parauapebas

Política Regional
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Publicado em 10/07/2025 às 16:51 | Atualizado 10/07/2025 às 19:52 por felipetommyreal


Sem salários e alimentação, trabalhadores denunciam caos no HGP e no Pronto Socorro de Parauapebas e iniciam paralisação por tempo indeterminado.

A greve paralisa saúde pública em Parauapebas desde a tarde desta quarta-feira (10). A paralisação atinge o Hospital Geral (HGP) e o Pronto Socorro da Cidade Nova. Trabalhadores da saúde, vigilantes, auxiliares, técnicos administrativos e ASG’s decidiram cruzar os braços. A motivação principal é o atraso nos salários e a ausência de alimentação nos plantões. A gestão do hospital é feita pela empresa ASELC, que não tem previsão de pagamento. A situação, denunciada previamente pelo Portal Felipe Tommy, chegou ao limite.

Faixas denunciam abandono

Durante o protesto, os servidores exibiram faixas exigindo respeito e salários em dia. As mensagens são contundentes:

  • “Sr. Prefeito Aurélio Goiano, respeite os profissionais da saúde, pague os médicos, precisamos receber.”
  • “Prefeito Aurélio Goiano, precisamos receber. Recepção, controlador de acesso e limpeza estão sem salário.”
  • “Aurélio Goiano, paga a terceirizada! Somos pais de família. Estamos com contas atrasadas!”

A greve paralisa saúde pública e afeta diretamente o atendimento à população, que já enfrentava dificuldades por falta de insumos e equipe suficiente.

Sem alimentação e sem salário

Além dos salários atrasados, os trabalhadores relatam que não há café da manhã nem qualquer tipo de alimentação disponível nos plantões. “Teve sim dias em que ficamos sem comida. Alguns compraram do próprio bolso. O prefeito deveria ouvir quem trabalha aqui”, desabafou uma funcionária. Essa fala responde diretamente à visita do prefeito Aurélio Goiano ao HGP na última terça (09), onde declarou: “Vim aqui desmentir que os funcionários estavam sem alimentação.”

Colapso anunciado

O Portal Felipe Tommy já havia publicado matéria alertando para o colapso na saúde de Parauapebas. A falta de pagamento à empresa ASELC e a ausência de respostas concretas da prefeitura antecipavam o atual cenário. Os serviços essenciais estão sendo reduzidos, e muitos atendimentos foram suspensos. A população sofre as consequências de uma gestão sem planejamento.

Veja abaixo a matéria publicada no dia 25-06-25

Prefeitura e ASELC ainda não se pronunciaram

Até o fechamento desta matéria, nem a empresa ASELC nem a Prefeitura de Parauapebas haviam divulgado nota oficial ou previsão de pagamento.

Denuncia

Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.

https://www.instagram.com/p/DL8ID4BsnGr

Resposta da Prefeitura de Parauapebas abaixo.

https://www.instagram.com/p/DL8bs7PNfWY/