Fraudes no INSS revelam

Fraudes no INSS revelam omissão desde 2019, aponta CGU

Nacional Política
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Publicado em 05/09/2025 às 07:20 | Atualizado 05/09/2025 às 07:20 por felipetommyreal


Diretora da CGU afirmou que o INSS foi alertado em 2019 sobre fraudes, mas ignorou denúncias e manteve acordos com entidades investigadas.

As fraudes no INSS revelam uma omissão grave que remonta a 2019. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), o instituto foi informado, mas não tomou providências.

A diretora de Auditoria de Previdência da CGU, Eliane Viegas Mota, declarou que as denúncias chegaram por meio do Ministério Público do Paraná. O órgão alertou para o aumento de reclamações de beneficiários aposentados.

Apesar do alerta, o INSS ignorou a recomendação de suspender acordos de cooperação técnica com quatro entidades investigadas. A decisão de nada fazer contribuiu para o avanço do esquema.

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito

Eliane prestou depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Ela reforçou que só tomou conhecimento das irregularidades a partir de 2019, por denúncia oficial do MP-PR.

O relator, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), questionou se houve registros anteriores. A diretora foi categórica: não há evidências de que a CGU tenha sido informada antes.

Escândalo revelado pela imprensa

O caso só veio à tona em dezembro de 2023, após reportagens do portal Metrópoles. As matérias mostraram que a arrecadação das entidades disparou, atingindo R$ 2 bilhões em um ano.

Enquanto isso, milhares de aposentados eram vítimas de descontos não autorizados em seus benefícios. As associações respondiam a processos por fraudes nas filiações.

Operação Sem Desconto

O trabalho jornalístico resultou em 38 reportagens citadas pela Polícia Federal na representação que originou a Operação Sem Desconto. A ação foi deflagrada em abril de 2024.

A operação culminou na demissão do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Auditoria iniciada tardiamente

A auditoria da CGU junto ao INSS só começou em março de 2024, cinco anos após o primeiro alerta. Nesse período, o prejuízo cresceu exponencialmente.

Eliane Mota relatou que se reuniu com Stefanutto. Embora o presidente reconhecesse a gravidade das denúncias, não suspendeu os acordos de cooperação com as entidades envolvidas.

Consequências políticas e sociais

As fraudes no INSS revelam não apenas falhas administrativas, mas também descaso com milhões de beneficiários. Muitos aposentados tiveram dificuldades financeiras em razão dos descontos indevidos.

O episódio ainda repercute no Congresso, na Polícia Federal e na sociedade civil, levantando questionamentos sobre a responsabilidade do Estado em proteger os segurados.

Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.