Publicado em 19/08/2025 às 17:41 | Atualizado 19/08/2025 às 17:41 por felipetommyreal
Discussão entre Zé da Lata e Tito do MST revela acusações sobre invasões de terra, compra irregular e críticas à violência contra o povo.
O embate na Câmara vereadores de Parauapebas movimentou o cenário político local. A discussão entre Zé da Lata (Avante) e Tito do MST (PT) expôs acusações contundentes. Durante a sessão, os discursos ultrapassaram críticas comuns e atingiram diretamente temas sensíveis: invasões de terra, compra de lotes em assentamentos e denúncias de violência política e social.
Acusações de Zé da Lata
O vereador Zé da Lata afirmou que, dentro do movimento sem terra, existem pessoas que agem como corretores de imóveis. Segundo ele, essas pessoas invadem terrenos, vendem rapidamente e depois partem para novas ocupações. O parlamentar descreveu a prática como “profissionais da invasão”, acusando integrantes do MST de lucrar com a venda de áreas invadidas. As declarações geraram forte reação no plenário e dividiram opiniões entre os presentes.
Resposta de Tito do MST
O vereador Tito do MST rebateu duramente as acusações. Ele afirmou que políticos também têm terras compradas em assentamentos, utilizando recursos públicos. Segundo Tito, falar sobre invasões sem admitir irregularidades próprias é agir de forma hipócrita. O parlamentar reforçou que a violência real está na falta de escolas, empregos e moradia para o povo. Ele criticou a gestão pública por não oferecer condições dignas e denunciou perseguições contra trabalhadores.
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Debate sobre violência
Tito afirmou ser contra qualquer tipo de violência. Ele declarou que violência verdadeira é a ausência de educação para mais de 500 crianças. Também destacou que violência é quando famílias são demitidas da prefeitura e ficam sem comida. O vereador lembrou ainda de episódios em que representantes políticos agiram de forma agressiva. A fala buscou desconstruir a imagem negativa do movimento sem terra.
Conflito político direto
A troca de acusações trouxe à tona a polarização política em Parauapebas. Zé da Lata enfatizou as práticas ilegais em invasões. Tito reforçou que não aceita ser calado e que não anda sozinho. Ele garantiu que o movimento sem terra continuará mobilizando a população. O plenário terminou em clima tenso, com críticas e aplausos divididos.
Impacto no município
O embate na Câmara vereadores evidencia a fragilidade do diálogo entre representantes.
Em vez de buscar soluções, os parlamentares expuseram acusações que envolvem interesses coletivos e individuais. O episódio reforça a necessidade de transparência no uso de terras e no investimento público. A população, mais uma vez, assiste a debates que priorizam disputas políticas em detrimento de soluções sociais.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
