crise política no PRD

Crise política no PRD expõe racha entre Aurélio Goiano e Anderson Moratório

Política Regional
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Publicado em 24/01/2026 às 12:21 | Atualizado 24/01/2025 às 12:21 por felipetommyreal


Vídeo do secretário nacional Kassyo Ramos reacende acusações de traição, expõe bastidores do poder e coloca em dúvida a permanência de Anderson Moratório na base do governo.

A crise política no PRD em Parauapebas ganhou novos contornos e elevou a tensão no cenário político local. O conflito envolve o prefeito Aurélio Goiano, o vice-prefeito Chico das Cortinas e o presidente da Câmara, Anderson Moratório. Tudo começou após o vice-prefeito Chico das Cortinas gravar um vídeo. Nele, chamou Anderson Moratório de traidor. A acusação ocorreu após Moratório assumir a presidência municipal do PRD.

Entretanto, o episódio ganhou força quando Kassyo Ramos, secretário-geral nacional do PRD, veio a público. Ele divulgou um vídeo que viralizou nas redes sociais da cidade. No vídeo, Kassyo Ramos afirma que o verdadeiro traidor foi o prefeito Aurélio Goiano. Segundo ele, houve quebra de acordo político firmado antes das eleições municipais de 2024.

De acordo com Kassyo, todas as tratativas ocorreram diretamente com Aurélio Goiano. Ele afirmou que o prefeito prometeu ceder espaço no governo municipal ao PRD. Contudo, segundo o dirigente nacional, o acordo nunca foi cumprido. Kassyo destacou que o prefeito chegou a ir pessoalmente à sua casa. Também afirmou que Aurélio estava acompanhado de um parente próximo.

Além disso, Kassyo revelou que, dois dias antes da convenção partidária de 2024, Aurélio Goiano ligava insistentemente. O prefeito temia que o partido não caminhasse com ele. Ainda no vídeo, Kassyo afirma que o prefeito insinuou que o PRD venderia o partido. Segundo ele, isso jamais ocorreu. O dirigente reforçou que sempre cumpriu sua palavra.

“Palavra precisa ser cumprida”, afirmou Kassyo Ramos. Em seguida, declarou que Aurélio Goiano não tem palavra. Segundo ele, vários alertas já haviam sido feitos sobre esse comportamento. Outro ponto grave citado foi o investimento financeiro. Kassyo afirmou que o PRD investiu cerca de R$ 1 milhão na campanha de Aurélio Goiano. Mesmo assim, o partido não recebeu sequer um agradecimento.

Diante desse cenário, Kassyo explicou sua decisão. Ele afirmou que não poderia deixar o partido sob controle de alguém ligado diretamente ao prefeito. Por isso, transferiu a presidência local do PRD para Anderson Moratório. Esse movimento intensificou ainda mais a crise política no PRD. O embate interno ganhou repercussão imediata nos bastidores e na imprensa local.

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No dia anterior ao vídeo de Kassyo, Chico das Cortinas já havia atacado Anderson Moratório publicamente. O vídeo foi amplamente divulgado por veículos de comunicação de Parauapebas. Entre os comentários, um chamou atenção. O ex-deputado estadual Gesmar Costa criticou Chico das Cortinas. Ele relembrou que o vice-prefeito já tomou o controle de um partido no passado.

Gesmar citou o episódio envolvendo o PSC, quando Chico foi candidato a prefeito. Em tom irônico, afirmou que “pau que dá em Chico, dá em Francisco”. Enquanto isso, os bastidores da prefeitura fervem. Informações apontam que cerca de 60 pessoas foram recentemente exoneradas do governo municipal.

Segundo relatos internos, os exonerados seriam ligados politicamente a Anderson Moratório. A prática reforça acusações de perseguição política dentro do governo. Esse comportamento já é apontado como modus operandi do prefeito Aurélio Goiano. Antigos aliados relatam rompimentos seguidos de retaliações administrativas.

A situação se torna ainda mais delicada porque Anderson Moratório não é um vereador comum. Ele preside a Câmara Municipal e controla a pauta de votações. Diante disso, surge a grande pergunta: Anderson Moratório continuará na base do governo? Ou o rompimento já é irreversível?

Com eleições em 2026 no horizonte, o clima político esquenta. O caldo engrossa, e os próximos capítulos prometem novos confrontos públicos.

Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.