Coordenador do Procon preso

Coordenador do Procon de Parauapebas é preso por lavagem, furto e quadrilha

Polícia Política Regional
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Publicado em 05/09/2025 às 13:41 | Atualizado 10/09/2025 às 16:57 por felipetommyreal


Mandado de prisão temporária contra Linicker Pereira envolve lavagem de dinheiro, furto qualificado e formação de quadrilha, expondo laços políticos na gestão municipal.

O Coordenador do Procon preso nesta manhã em Parauapebas é Linicker Pereira, alvo de mandado expedido pela Central de Garantias Especializada de Curitiba.

A prisão temporária foi decretada por cinco dias. Ele é acusado de lavagem de dinheiro, furto qualificado e formação de quadrilha, crimes previstos na legislação brasileira.

Tipificação penal do processo

O documento judicial aponta três crimes principais:

  • Lei nº 9.613/98, art. 1º: lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores.
  • Código Penal, art. 155, §4º: furto qualificado, com pena de 2 a 8 anos.
  • Código Penal, art. 288: formação de quadrilha, que pune a associação criminosaresumo-peca.

O mandado determina o imediato recolhimento de Linicker a uma unidade prisional à disposição da Justiça.

Relações políticas e proximidade com a gestão

Linicker é considerado um dos homens de confiança do prefeito Aurélio Goiano e também é parente da primeira-dama, Beatriz Ramos. No dia 25 de agosto de 2025, durante a reinauguração do prédio do Procon, Aurélio elogiou publicamente o coordenador.

O prefeito afirmou: “Quero parabenizar o Linicker e todas as meninas concursadas e contratadas aqui. Esse é o sistema: fazer muito bem com o mínimo.”

Agora, a questão que surge é se o prefeito manterá Linicker à frente do órgão mesmo após o mandado de prisão temporária.

Impactos políticos e questionamentos

A prisão expõe a fragilidade da gestão na escolha de aliados para cargos estratégicos. O fato de o investigado ser parente direto da primeira-dama amplia a pressão por explicações da prefeitura. O episódio gera dúvidas sobre o processo de nomeações e o grau de confiança depositado em figuras envolvidas em investigações criminais.

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Repercussões jurídicas e próximos passos

O processo tramita na Justiça paranaense, mas seus efeitos repercutem diretamente em Parauapebas. Linicker permanecerá sob custódia pelo prazo estabelecido, podendo a defesa buscar medidas legais contra a prisão temporária. A investigação pode trazer novas revelações sobre possíveis conexões políticas e financeiras.

Crise Institucional

O caso coloca o Procon no centro de uma crise institucional e política. A imagem da gestão municipal é diretamente atingida, já que envolve pessoas ligadas ao prefeito e à primeira-dama. A sociedade de Parauapebas aguarda um posicionamento oficial da prefeitura diante da gravidade das acusações.

Atualização – Nota da Prefeitura – 05-09-25 23:57

A Prefeitura de Parauapebas emitiu nota oficial sobre o caso envolvendo o coordenador do Procon, Linicker Pereira Sousa. Segundo o comunicado, Linicker foi convidado a prestar esclarecimentos referentes a valores recebidos como honorários advocatícios ainda em 2023, período anterior ao exercício da função pública. A nota afirma que o coordenador já depôs às autoridades competentes e permanece à disposição da Justiça para colaborar com quaisquer diligências necessárias. Por fim, a Prefeitura reafirmou seu compromisso com a transparência, a legalidade e o respeito às instituições.

Atualização – Habeas Corpus de Linicker Pereira – 07-09-25 08:00

O Tribunal de Justiça do Paraná concedeu liminar em habeas corpus em favor do coordenador do Procon de Parauapebas, Linicker Pereira Sousa, preso no âmbito da operação Mão Fantasma. De acordo com a decisão, a prisão configurou constrangimento ilegal porque não foi realizada a audiência de custódia no prazo legal de 24 horas, além da falta de comunicação da prisão à OAB, como exige o Estatuto da Advocacia. A defesa sustentou que os valores sob investigação eram oriundos de honorários advocatícios regularmente recebidos e que Linicker já havia prestado esclarecimentos às autoridades, colocando-se à disposição da Justiça. Com isso, o desembargador substituto Evandro Portugal deferiu a liminar, determinando a expedição imediata do alvará de soltura. Linicker responde ao processo em liberdade, podendo ser submetido a medidas cautelares diversas da prisão

Atualização – Esclarecimentos de Linicker Pereira – 10-09-25 16:56

Após a decisão liminar que concedeu sua liberdade, Linicker Pereira se manifestou sobre o caso. Em resposta ao Portal Felipe Tommy, ele afirmou que sua prisão foi marcada por irregularidades e constrangimento ilegal, motivo pelo qual o habeas corpus foi concedido em tempo recorde.

Segundo Linicker, os valores investigados se referem a honorários advocatícios recebidos em conta jurídica e posteriormente transferidos para sua conta pessoal, prática que considera legal e regular. Ele destacou que, ainda na sexta-feira anterior à sua prisão, já havia prestado esclarecimentos ao delegado sobre a origem dos recursos.

“Uma simples intimação seria o suficiente para esclarecer a questão. Em dez minutos de conversa, o delegado entendeu e me dispensou, e me coloquei à disposição para juntar todas as provas necessárias”, afirmou.

Linicker também ressaltou que o habeas corpus foi impetrado no sábado e julgado em poucas horas, com decisão favorável que reconheceu a prisão como desnecessária. “O processo apresentou várias ilegalidades, mas em apenas cinco horas tivemos a decisão favorável de liminar, reconhecendo o constrangimento ilegal”, concluiu.

Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.