Publicado em 03/02/2026 às 08:00 | Atualizado 03/02/2025 às 08:00 por felipetommyreal
De opositor ferrenho a líder do governo, vereador acumula polêmicas, alto custo de gabinete e defesa de escândalos da gestão Aurélio Goiano.
A política de Parauapebas voltou a expor seus bastidores em 2025. Os conchavos políticos Parauapebas ficaram evidentes com a mudança de postura do vereador Eleomárcio Almeida de Lima, conhecido como Léo Márcio, do Solidariedade. Durante a 9ª Legislatura, entre 2021 e 2024, Léo Márcio atuou como opositor ferrenho do então vereador Aurélio Goiano. Os embates foram intensos. As discussões chegaram ao Judiciário.
Na época, Léo Márcio processou Aurélio Goiano após ataques à sua esposa em sessão da Câmara Municipal. O conflito político era público, direto e sem disfarces. Entretanto, a política mostrou mais uma de suas viradas inesperadas. Já na 10ª Legislatura, Léo Márcio deixou a oposição. Ele assumiu o posto de líder do governo. Passou a apoiar o agora prefeito Aurélio Goiano.
A mudança chamou atenção. Antes inimigos declarados, agora aliados estratégicos. O cenário reforçou críticas sobre acordos políticos e interesses de bastidores. Enquanto isso, o gabinete de Léo Márcio se tornou um dos mais caros da Câmara. O vereador possui 25 assessores nomeados. O custo mensal ultrapassa R$ 206 mil. No acumulado anual, o valor chega a R$ 2.474.976,12. A conta é paga pelo contribuinte de Parauapebas. Em plenário, o vereador passou a defender o Executivo de forma constante.

As críticas aumentaram quando parte da equipe do vereador foi envolvida em uma grave polêmica. Em 2025, assessores ligados ao gabinete foram flagrados tentando fraudar o Processo Seletivo Simplificado da Prefeitura. A denúncia foi revelada pelo Portal Felipe Tommy. A repercussão foi imediata. O Ministério Público interveio. O PSS 2025 acabou suspenso.
Mesmo diante das evidências, Léo Márcio tentou minimizar os fatos. A situação se agravou quando o vereador, junto ao prefeito, tentou de forma ilegal intimidar e prender o jornalista responsável pela denúncia. A tentativa fracassou. O episódio gerou forte reação popular nas redes sociais. A população criticou a perseguição à imprensa. O desgaste político foi inevitável.
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Enquanto isso, problemas estruturais da gestão continuaram surgindo. Um dos casos mais graves envolve uma ponte na zona rural de Parauapebas, sobre o Rio Pulgas.
Segundo denúncia da vereadora Maquivalda Barros, do PDT, a obra teria custado mais de R$ 1,5 milhão. O valor foi pago pela Secretaria de Obras. Porém, a ponte simplesmente nunca existiu. O caso está sendo investigado pela Justiça. O processo pode resultar no afastamento do prefeito. Mesmo diante da gravidade, Léo Márcio tentou justificar o injustificável. Sua atuação como líder do governo foi considerada fraca e ineficiente por críticos. O vereador não conseguiu explicar o desaparecimento da obra. Tampouco apresentou documentos ou respostas convincentes.
Com isso, cresce o questionamento político. Em 2026, Léo Márcio seguirá como líder do governo? Continuará defendendo uma gestão marcada por polêmicas? Os conchavos políticos Parauapebas seguem expostos. A mudança de postura do vereador reforça a descrença da população na política tradicional.
De opositor a aliado do maior adversário, Léo Márcio se tornou símbolo de uma política baseada em acordos, conveniências e interesses escusos.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
