Publicado em 02/02/2026 às 09:00 | Atualizado 02/02/2025 às 09:00 por felipetommyreal
Veículo avaliado em até R$ 317 mil está registrado no nome do irmão do prefeito Aurélio Goiano e gera questionamentos sobre patrimônio e moralidade pública.
A camionete de luxo vereador Zé da Lata virou assunto dominante em Parauapebas neste fim de semana. A cena chamou atenção imediata da população e gerou forte repercussão política. O vereador Zé da Lata, filiado ao partido Avante, apareceu dirigindo uma Nissan Frontier S MTX4.
Trata-se de uma camionete importada e de alto padrão.

O valor do veículo varia entre R$ 267 mil e pode ultrapassar R$ 317 mil, conforme versão e opcionais.
O detalhe central é o salário oficial do parlamentar. Zé da Lata recebe remuneração bruta de R$ 19.678,68 como vereador. O valor líquido mensal é de R$ 14.485,80.

Mesmo com planejamento financeiro rigoroso, o salário não comporta a aquisição regular de um veículo desse porte. Essa discrepância levantou questionamentos imediatos. A situação se torna ainda mais sensível após a análise documental do veículo. Uma investigação mais aprofundada revelou informações relevantes.
Segundo o Certificado de Dados Cadastrais do Veículo, a camionete não está registrada no nome do vereador. O veículo pertence a José Ramos de Oliveira Júnior. José Ramos é irmão do prefeito de Parauapebas, Aurélio Goiano e filho do vereador Zé da Lata. Esse vínculo familiar amplia o alcance político do caso.

O documento oficial aponta que a camionete foi adquirida em outubro de 2025. O registro ocorre durante o atual mandato do vereador. Diante disso, surgem perguntas legítimas que precisam de respostas públicas. Por que o vereador utiliza um veículo que não está em seu nome?
Além disso, por que a camionete está registrada no nome do irmão do prefeito? Existe cessão informal do bem? O uso de bens de alto valor por agentes públicos exige transparência absoluta.
Esse princípio é base da administração pública.
Durante anos, Zé da Lata declarou publicamente que sua família não compactuava com corrupção.
Esse discurso agora é confrontado pelos fatos. A narrativa de austeridade entra em choque com a realidade apresentada. Isso gera desgaste político imediato.
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Casos como esse reforçam a importância do controle social. A população tem direito de questionar. O princípio da moralidade administrativa não se limita à legalidade formal. Ele exige coerência ética.
Mesmo que não exista, até o momento, comprovação de ilegalidade, as circunstâncias são graves. A aparência de irregularidade também compromete a confiança pública. O Portal Felipe Tommy apura se houve declaração do uso do veículo. Também verifica se o bem foi informado aos órgãos de controle.
Outro ponto central é a relação direta entre o vereador e o núcleo familiar do prefeito. Essa proximidade exige ainda mais cuidado institucional.
A camionete de luxo vereador Zé da Lata se torna símbolo de um debate maior. O debate sobre privilégios, poder e coerência política. A reportagem permanece aberta a esclarecimentos. Todos os envolvidos serão ouvidos.
A sociedade espera respostas claras, documentadas e objetivas. O silêncio também comunica.

O Portal Felipe Tommy segue acompanhando o caso e está aberto para divulgar o posicionamento dos envolvidos.
